sábado, 4 de maio de 2013

Una storia anche mia

“Anche giovane , posso dire che sento l'orgoglio di portare una storia così bella, che è nata da molto e si regge nel coraggio dei miei bisnonni di venire in Brasile. È stata raccontata da mio nonno Miguel Archangelo Gasperin, un esempio di coraggio e di fede delle nostre origini e che deve servire come lezione alle generazioni future.” Mosso dalla fede e dal coraggio, Pietro Gasperin, nato nel Comune di Mel- Belluno, ha lasciato la regione del Veneto in Italia per trovare un luogo in Brasile per lavoro. Ha trascorso mesi in una nave a vapore insieme ai suoi connazionali , ha affrontato la fame e la morte. Arrivando in Brasile è rinato e ha scelto come scenario di speranza il Rio Grande del Sud, dove in " Nova Vicenza", oggi Farroupilha, ha potuto costruire una storia basata su valori che attraversarono altre generazioni. Ha aperto cammino nel bosco e su un terreno ceduto dal governo ha cercato l'appoggio di tutta la famiglia che doveva venire, perché lì ha trovato il suo vero amore : una bella e talentosa ragazza chiamata Ana Maria de Bona, sconosciuta compagna di viaggio. L'unione ha dato i suoi frutti, 14 bambini compreso mio nonno Miguel Archangelo. Il nonno ci ha raccontato che bisa Pietro e Bisa Ana hanno sofferto molto, hanno avuto molte difficoltà nel viaggio e dopo in Brasile, ma dovuta alla loro forza e fede in Dio hanno basato la loro vita in valori morali e civili che ci accompagnano fino oggi. In terre brasiliane bisa Pietro e i suoi compagni piantavano mais per fare la polenta e uva per fare il vino, il grano per fare il pane, raccoglievano i pinoli e nei momenti di crisi fecevano di essi la farinha per sfamare i bambini. Bisa Ana si occupava delle facende domestiche e del lino piantato, teseva il filo in rocca, in telaio il tessuto e poi confezionava i vestiti per i suoi. I bambini aiutavano gli uomini che facevano barriche, mobili, vino, farina e le done facevano cesti, cappelli e vestiti. Il lavoro era duro e fu in mezzo a difficoltà e piaceri che costruirono una storia d'amore indissolubile nel tempo. I miei bisnonni Pietro e Ana sono gli esempi a essere seguiti come tutti gli immigrati che hanno cercato questa bellissima terra per fare fortuna.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Sr. Tatuíra


Passando uns dias na praia relembrei fatos da infância, daquela época em que contemplava as tatuíras com um olhar minimalista, e hoje, ao sentir seus casquinhos roçando meus pés, não pude deixar de colocar no papel algumas memórias...

Sr. Tatuíra tem vida de marajá
vive no fresco mar a se banhar
Mas engana-se quem pensa que ele só isso faz...
Após as férias a beira mar põe o trator a trabalhar
e passa a escavar, escavar, escavar.

domingo, 1 de maio de 2011

Aos homens da casa...

Em 29 de abril de 1941, nascia na Linha Bonita alta um belo e simpático bebê. Os pais Guilherme Raymundo Becker e Catharina Ottilia Steffen mal imaginavam o quão especial ele seria. O nome escolhido foi Zeno Elphídio. Um mês depois do nascimento do bochechudo e esperto bebê ele é registrado, e não é que para a felicidade do pequeno o pai esquece o nome..e o que vem a mente é Zeno Evídio, nome de filósofo!
O pequeno Evídio cresce, e aos nove anos, com seus longos e cacheados cabelos loiros passa a freqüentar o seminário. Só imagino como foi difícil superar a saudade dos pais e irmãos e assim criança ter que enfrentar uma rotina regrada e espiritualizada. Mas a partir daí também se inicia toda uma trajetória de travessuras, sejam elas intelectuais, espirituais, teatrais... Enfim, o menino estuda, viaja, protesta, luta por ideais , se apaixona e larga a batina. Ao conhecer uma italiana morena percebe que ser padre não é a sua vocação.
A partir daí, entre a vida de professor, estudante, filho, namorado..no vai e vem do fusquinha azul ele decide, em julho de 1977 se casar com a simpática moça.
Passados quatro anos, em 29 de abril de 1981, recebe um grande presente de aniversário... Um menino gordo e cabeludo faz uma surpresa, chegando para conquistar o carisma de todos. Nasce Carlos Guilherme, e então, a partir desse dia a comemoração passa a ser dobrada. E sete anos mais tarde, no auge da “sapequice” do guri, mais uma cabeluda aparece.. Para ser a queridinha do papai!
Bem, crescemos em meio a uma infinidade de sons, palavras, gestos, cada qual com seu significado próprio, extraídos de diferentes épocas e distintos contextos. Não foi por acaso que crescemos ouvindo clássicos, como Bach, Bethoven.. sendo embalados por my bonnie, frere Jacques e lenta e calma..ouvindo contos e fábulas de Esopo.
Tenho orgulho de poder ter um pai tão presente, que sempre traz diversão e emoção aos nossos dias. Uma pessoa íntegra, com um caráter nobre e indiscutível.
Um pai que é exemplo, que escuta, compreende, apóia, ensina, enfim, um grande mestre em todos os sentidos. Não é por nada que é tão admirado e que conquistou com muita bravura e amor muitos feitos.
Meu pai é um sábio, um filósofo contemporâneo que me inspira e me motiva a buscar o que a alma me pergunta. Um homem sério e ao mesmo tempo um verdadeiro palhaço.. Alguém que eu admiro por tudo que é e por tudo o que faz..E que hoje, comemorando 70 anos me mostra que a idade não é parâmetro algum, e que para manter a elegância e a juventude é preciso mais do que qualquer coisa ser apaixonado pela vida, cultivando novas ideias, teorias..mostrando que com o passar dos anos acumulamos sabedoria, vitalidade e reconhecimento.
Quanto aquele moço cabeludo e gorducho, festejamos também seus 30 anos. Apesar de ele estar distante geograficamente, sabemos que ele e a Moni estão aqui conosco presente em pensamento, e que dariam tudo para estar aqui, com essa família maravilhosa.
Do mesmo modo que tenho orgulho do meu pai, me sinto abençoada em ter um irmão tão especial... Um irmão presente, amigo, ciumento, amoroso, sábio, às vezes um pouco cri-cri, mas com extremo senso de humor.. que assim como o Evídio, tem amor pelo que faz e é brilhante com suas ideias.
Sinto não poder abraçá-lo agora, mas em breve irei visitá-lo, tanto é que já presenteei o pai com um sapato para a viagem...
Bem, Aos homens da casa, minha admiração e desejo de felicidades nesta data especial!
Parabéns! Amo vocês!

domingo, 12 de dezembro de 2010

A magia do Natal...





O presépio é um símbolo cristão que representa o nascimento de Jesus na gruta de Belém. Segundo relatos históricos, o primeiro presépio foi moldado em argila por São Francisco de Assis, em 1223, como uma forma de representar o Nascimento de Cristo para camponeses. Foi no século XVIII que este costume se disseminou por toda Europa, e posteriormente foi tomando conta de todo mundo fazendo parte de distintas culturas na época do Natal.
Esta cena moldada em barro que é tradição até hoje faz parte da minha história. Desde pequena estive inserida nesse contexto mágico e significativo, tanto é que no meu primeiro Natal fiz parte desta antiga representação, sendo O Menino Jesus no presépio vivo.
O presépio é montado em minha casa em todos os "dezembros", e é o mesmo que minha mãe montava com minha avó. Ele hoje, possui aproximadamente uns 70 anos, e apesar da passagem do tempo e das restaurações devido a quedas(quando brincavamos com o presépio),o seu sentido e significado continuam sendo o mesmo..
Todo ano, quando chega dezembro o presépio debaixo do pinheiro vem a sala alegrar..
É motivo de festa este tempo de recordar!

Fotografias:
Natal de 1988, na manjedoura.
Natal com o Mano junto ao presépio.
Entregando os bicos ao Papai Noel e ganhando a bicicleta.
Natal 2009, mano, pai e Gui.
OBS. O presépio é o mesmo..

domingo, 31 de outubro de 2010


Apesar de não carregar o sobrenome italiano, carrego os valores de meus antepassados no sangue e principalmente no coração. Meus nonos maternos, Miguel Archangelo Gasperin e Santa Paulina Fanton passaram a seus quatro filhos todos os ensinamentos que receberam de seus pais, e da mesma forma, assim como meus tios, minha mãe passou para mim e meu irmão toda a história deles, que faz parte da minha. Convivi mais tempo com meu nono.. Quando ele estava com 96 anos, lembro que pedia para eu ler em voz alta as historias de Nanetto Pipetta e dizia, mas tu parla bene! Quando dormia na casa do Nono, eu e minhas primas fazíamos um ritual antes de dormir: íamos ao quarto do nono dar boa noite, e a frase sempre era:- Note nono! Dorme bene... E ele respondia: - anca ti!
Esta fotografia, retrata uma típica cena italiana.. Marisa, Assunta e Débora juntamente do nono Archângelo...

Presente sem passado?!


Não sei porque gosto tanto, mas casas antigas me fascinam..
É triste ver, tantas casas com tanta história sendo abandonadas, destruídas.
Me pergunto, qual o passado dos vilarejos, das cidades?! Sem casas antigas para contar tudo o que ali foi vivido? Assim, as estórias acabam virando contos, que posteriormente se tornam lendas...

Os 3 mosqueteiros


Elígio,Evídio,Edemar... Não se cansavam de aprontar..
Com seus chapéus-capacetes e de tiracas apertadas,
próximo ao trem iam brincar;
A fotografia já mostra, eu nem preciso explicar...
Os mosqueteiros felizes, hoje suas peripécias gostam de contar.